Educação Inclusiva


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Construir uma Escola Inclusiva – Tijolos de Sonho


 

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Escola Inclusiva


Escola Inclusiva

Cada vez mais se sente a necessidade de encontrar o caminho que nos leve a uma escola verdadeiramente inclusiva, que promova a igualdade de oportunidades, atendendo ao mundo diversificado de crianças que nela se encontram.
Segundo Birch (1974), cit in: Sprinthall & Sprinthall (1993), as atitudes dos professores do ensino regular constituem um dos factores de relevo para a inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais.


A partir de investigação realizada, onde decorreram experiências de inclusão, este autor concluiu que:
• a crença de que todas as crianças têm o direito à educação;
• a cooperação entre os professores do ensino especial e os das classes regulares, nomeadamente a partilha de tarefas em equipa;
• a abertura da escola a outros actores, como os pais, por exemplo;
• a flexibilidade em relação ao número de alunos por turma e no que diz respeito às tarefas do professor;
• o princípio de que é possível ensinar o desenvolvimento pessoal e social, e que estes, a nível escolar, são tão importantes como o rendimento escolar,
eram atitudes que facilitavam a inclusão escolar.

Por outro lado, constatou que a par destas atitudes, nos locais onde a inclusão tinha sido bem sucedida, independentemente do nível de ensino e das disciplinas, se destacavam três factores comuns:
• a valorização do trabalho em equipa com os professores do ensino especial;
• o reconhecimento por parte dos professores do ensino regular de que os alunos da educação especial não eram mais difíceis do que os outros alunos;
• a assumpção de que todos os alunos pertencem ao mesmo sistema escolar.

As atitudes dos professores do ensino regular parecem, pois, ser determinantes no que diz respeito à inclusão.
Atitudes que passam por saber trabalhar em equipa, em cooperação com outros actores, sobretudo pela aceitação da diferença, favorecem a inclusão.
Atitudes de receio, de resistência, de insegurança, dificultam-na.
Na opinião de Vieira (1995), a partir da investigação que realizou, as atitudes de receio dos professores do ensino regular devem-se ao facto de estes não se sentirem devidamente preparados para trabalhar com os alunos com necessidades educativas especiais.

VER MAIS EM – http://germanobagao.blogs.sapo.pt/arquivo/983105.html

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Alguns filmes interessantes


O OITAVO DIA – Um rapaz com Síndrome de Down cuja mãe faleceu, e um ocupado homem de negócios que trabalha sete dias por semana, divorciado e sem a posse dos filhos, acabam por se envolver numa amizade especial quando, pelo acaso,  se encontram. Um excelente filme sobre Inserção Social que recomendo, e que provocou muita comoção no mítico “Festival de Cannes”;

O SINO DE ANYA – Emocionante história sobre uma mulher invisual e um menino com dislexia. Eles encontrarão uma forma de se  ajudarem mutuamente, tornando-se grandes amigos;

BLACK – O filme narra a história de uma jovem invisual e surda. Devido aos seus problemas, é uma menina confusa, triste e violenta, até que conhece uma professora que irá guiá-la para outro universo. Inspirado na vida de Helen Keller;

O MILAGRE DE ANNE SULLIVAN – Uma professora tenta fazer com que Helen Keller, uma menina invisual, surda e muda, entenda melhor tudo o que  a rodeia. Para isso entra em confronto com os pais da menina, que sempre sentiram pena da filha, que a protegiam exageradamente;

HELEN KELLER : IN HER STORY (1954) – (Documentário) – “Helen Keller: in Her Story”, recebeu o “Oscar” de melhor documentário da Academia de artes e ciências cinematográficas de Hollywood, em 1955;

TOMMY – Esta ópera rock clássica dos The Who estreou nas telas em 1975, trazendo alguns dos maiores nomes do cinema e do rock, com direcção e roteiro de Ken Russell. É a história de Tommy Walker, que em criança, assiste à  morte de seu pai, causada por sua mãe e seu amante.
O menino fica cego, surdo e mudo. Gradualmente, recupera os sentidos ao som da música dos The Who e das “flipper´s machines”;

UMA HISTÓRIA DE LUTA – “GOING TO THE MAT – Jace é um menino invisual que adora desafios. Quando a sua família se muda de Nova Iorque para Utah, ele tem de encontrar uma forma de ser aceite pelos seus novos colegas de escola. A solução está em ingressar numa banda de música;

VERMELHO COMO O CÉU – Saga dos anos 70 de um menino invisual. Ele luta contra tudo e todos para alcançar seus sonhos e sua liberdade. Mirco (Luca Capriotti) é um jovem toscano de dez anos apaixonado por cinema, que perde a visão após um acidente. Uma vez que a escola pública não o aceitou como uma criança normal, é enviado para um instituto de deficientes visuais em Génova. Lá, descobre um velho gravador e passa a criar histórias sonoras. Baseado numa história real;

VERÃO INOLVIDÁVEL – Um Orangotango Inteligente que sabe a linguagem dos sinais, é o elo que faltava entre um menino surdo e o mundo;

A COR DO PARAÍSO – Um filho espera que o pai o leve a umas férias numa escola especial para crianças invisuais. O pai, no entanto, fica relutante em levá-lo para casa, por pensar que isso poderá atrapalhar as suas pretensões de se casar de novo;

MEU PÉ ESQUERDO – Christy Brown, o filho de uma humilde família irlandesa nasce com uma paralisia cerebral que lhe tira todos os movimentos do corpo, com a excepção do pé esquerdo. Com apenas este movimento, Christy consegue, no decorrer da sua vida, se tornar escritor e pintor;

UM JARDIM SECRETO – Numa casa de campo, três crianças (uma delas doente), desafiam a governanta local a usar um jardim abandonado, para lá terem um esconderijo;

SEMPRE AMIGOS –   Um menino impossibilitado de andar, faz uma grande amizade com outro menino com problemas de aprendizagem e um grande trauma no passado;

MEU FILHO, MEU MUNDO – A luta de um casal que tem um filho autista com três anos de idade. A história mostra todo o empenho e dedicação da família para inseri-lo na sociedade.

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Para todos


Para ler e reflectir:

  • “Deficiente” é aquele que não consegue modificar a sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino;
  • “Louco” é quem não procura ser feliz;
  • “Cego” é aquele que não vê o próximo a morrer de frio, de fome, de miséria;
  • “Surdo” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão;

  • “Mudo” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por detrás da máscara da hipocrisia;
  • “Paralítico” é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam da sua ajuda;
  • “Diabético” é quem não consegue ser doce;
  • “Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer.


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Pode a Educação Especial deixar de ser especial?


Chegou às nossas livrarias, um livro coordenado por duas destas pessoas: uma portuguesa – João A. Lopes, da Universidade do Minho – e outra americana – James Kauffman, da Universidade da Virgínia -, onde o «politicamente correcto» e as «ideias correntes» só são contempladas para serem devidamente desmistificadas.

De facto, neste livro, que tem por título Pode a Educação Especial deixar de ser especial? e está escrito de forma admiravelmente compreensível, os autores, além de tratarem científicamente e no quadro dos saberes actuais a questão da educação especial, explicam em pormenor os gravíssimos erros em que os sistemas de ensino têm incorrido ao adoptar para esta área tão crítica um enquadramento pós-moderno, de teor marcadamente acientífico.

São as palavras do prefácio, de João Lopes, que melhor explicam o espírito da obra, pouco comum no nosso panorama educativo:

“Este livro tem como objectivo apresentar uma perspectiva da educação especial que, no entender dos seus autores, veicula a melhor evidência científica disponível relativamente aos assuntos que nele são abordados. É importante salientar este aspecto, porque (…) o denominado relativismo pós-moderno tem impregnado a educação especial com ideias e concepções que não só não têm em consideração a investigação desenvolvida nesta área, como a reduzem à condição de «opiniões entre opiniões». Neste contexto, aquilo que é característico da ciência (como por exemplo o valor da prova ou evidência) é frequentemente apresentado como inútil, quando não nefasto.

Os movimentos científico não conhecem fronteiras e, por isso (…) é possível constatar que as questões fundamentais com que se debate a educação especial em Portugal e nos Estados Unidos são perfeitamente miméticas. Digamos que o sistema português constitui uma cópia tardia do sistema americano, não tendo infelizmente aprendido com os erros deste último (…)
A educação especial é possivelmente um dos sectores em que é mais fácil vender ilusões, avançar com soluções milagrosas e invocar falsos sucessos (…).

O ponto é que, na educação especial estratégias sem suporte científico, como a inclusão de alunos deficientes em salas de aula regulares ou conceitos sem validade diagnóstica ou categorial como as denominadas «necessidades educativas especiais». são tomadas como verdades inequívocas ou dogmas, pelo que se dispensa qualquer investigação ou sequer discussão a seu respeito.

Este livro pretende marcar uma posição de defesa dos métodos da ciência, na educação em geral e na educação especial em particular, discutindo o que tem que ser discutido e rejeitando liminarmente postulados de fé ou de autoridade. O conhecimento progride no contraditório e dá-se sempre mal com os absolutos. Seja em biologia ou em educação”.

Em suma, diz-se na apresentação que consulto na Internet, o livro “questiona frontalmente alguns conceitos e práticas apresentados como indiscutíveis nesta área, nomeadamente o inoperacional conceito de necessidades educativas especiais ou a denominada inclusão educativa, que em múltiplas situações nada mais significa do que atirar alunos com deficiências para salas de aulas regulares, onde consabidamente não há condições para lhes fornecer apoio ou ensino.”

Referência: Kauffman, J. & Lopes, J. A. (2007). Pode a Educação Especial deixar de ser especial? Braga: Psiquilíbrios.

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Testemunho de Vida


“Ser mãe de uma criança com Trissomia 21″…

Tinha 22 anos havia perdido a minha mãe que tanto amava, parecia que algo dentro de mim também morria junto com ela.

Na verdade, tinha que ultrapassar esta dor imensa, para tal procurei nas amizades, nas diversões e numa vida fútil preencher o vazio que me arrasava dia após dia. Foi neste contexto que me apaixonei, infelizmente pela pessoa errada, namoramos acerca de 6 meses depois acabamos, passado 1 mês soube que estava grávida.

Foi assim que começou o meu pesadelo, o pai queria que eu fizesse um aborto, para mim isto estava fora de questão, até porque eu sou contra o aborto, tudo fiz para que a minha gravidez fosse bem sucedida, ia todos os meses às consultas de gravidez, era seguida pelo Dr. Luís Jorge de Oliveira. A gravidez corria bem, tinha o apoio da minha família e o que eu mais queria era ter um filho com saúde e sem defeito.

Até que chegou ao dia do meu bebé nascer, fiz cesariana e o meu filho foi levado para uma incubadora por ter complicações no parto. Estava tão feliz, porque o meu filho tinha nascido, mas um pouco receosa pelo facto de ele estar na incubadora, contudo, mantinha pensamento positivo, pensamos sempre que as coisas más nunca nos acontecem.

Quando ia ver o meu filho não notava nada de diferente nele, nos olhos de mãe achava-o lindo, na verdade para mim ele continua a ser lindo. Mais tarde, percebi que algo de errado se passava com o meu filho, as pediatras, as enfermeiras e o pessoal auxiliar aos poucos iam me dizendo o que se estava a passar, mas no início não queria acreditar, pensava que elas estavam a exagerar, havia um engano não podia ser. Até que fizeram um teste para comprovar a sua patologia.

No início senti uma dor tão grande e ao mesmo tempo uma revolta e pensava “ porquê eu? Porque tinha que acontecer mesmo a mim? Já não bastava ser mãe solteira, ter que criar um filho sozinha, ainda por cima com problemas?”.

Naquele momento tudo me parecia negro, não conseguia pensar em coisas boas, só pensava no pior. Chorei tanto, orei tanto a Deus, estava realmente desesperada, perdida  e só. Chegou o momento de levar o meu filho para casa, para o mundo encantado que criei com todo o conforto, carinho e amor para receber um novo ser.

Devo confessar que no início pouco sabia de Trissomia 21, tive muito apoio da intervenção precoce, da minha família e amigos. Hoje sinto-me feliz, claro gostaria que o meu filho fosse uma criança sem problemas, gostava que as coisas tivessem sido diferentes. Na realidade aprendi que somos todos diferentes, temos é que aprender a respeitar e aceitar essas diferenças, o mais importante é lutarmos para sermos pessoas felizes e fazermos felizes quem nos rodeia.

(Anónimo).

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